Tuiuiú
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30/04/09

Ecologia


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Realiza-se no próximo dia 02 de maio, no blog CALIANDRA DO CERRADO mais uma blogagem coletiva do ECOLOGICAL, criado por Sonia Mascaro, do blog LEAVES OF GRASS
 Você está convidado à participar do ECOLOGICAL DAY! O tema é a ECOLOGIA, um importante assunto nos dias de hoje.
Veja como participar: Crie um post em seu blog com uma imagem ou um texto ligado ao tema Ecologia. Escreva no título do post ECOLOGICAL DAY e faça um link para o CALIANDRA DO CERRADO, para que seus visitantes possam visitar outros blogs que também estejam participando desta postagem coletiva. Coloque o seu nome ou o nome do seu blog e seu link no Mister Linky. Tendo tempo, visite outros blogs que estão participando do ECOLOGICAL DAY. Obrigada por participar!

As inscrições estarão abertas no Mister Linky no dia 1º, a partir das 14:00


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26/04/09

Árvore de espinhos - Maminha de porca

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"Maminha de porca" - Zanthoxylum regnelianum - é o nome dessa árvore, cheia de agudos espinhos no tronco, que existe no cerrado do Planalto Central do Brasil.
  • Características: Planta espinhenta, 4-8 m de altura, copa densa, globosa, tronco ereto, cilíndrico, folhas alternas compostas. Floração maio-agosto, frutos setembro-novembro

Oferecem prêmios para quem subir até sua copa.

A  Maminha de porca é uma árvore comum no Cerrado e seus espinhos são de madeira bruta e resistentes
Foto colhida em 03/12/2008

Clique nas demais imagens e quando abrir, clique mais uma vez para melhores detalhes- (impressionante beleza

Fotos da mesma árvore e sob diversos ângulos, registradas em 13/11/2011


Fotos: Elma Carneiro

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19/04/09

A sibipiruna da minha rua


Em agosto e setembro do ano passado, acompanhei com minha máquina e como amadora, essa árvore bem em frente de onde moro.É uma frondosa sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides).Essas árvores cobrem de amarelo as ruas e o chão das calçadas com suas flores, mais parecendo um tapete, e gosto muito de passear por baixo delas que nessa época ficam também carregadas de abelhas.
E os pássaros cantam e revoam por todos os galhos de uma rua à outra.É um belo espetáculo da natureza entre o concreto das construções, o asfalto das ruas, calçadas, casas e prédios residenciais. Faz-me lembrar também de Van Gogh, pelos amarelos brilhantes de suas telas, como também do poema Pintura que Ferreira Gullar fez para esse pintor.


eu sei que se tocasse
com as mãos aquele canto do quadro
onde um amarelo arde
me queimaria nele
ou teria manchado para sempre de delírio
a ponta dos dedos.

Data em que a foto foi tirada: 29/08/08 - 13:31h

19/08/08 - 13:37h

Sibipiruna florida
Voltei a fotografar 9 dias depois em 08/09/08 - 17:52h

08/09/08 - 17:55h

08/09/08 - 18:02h


E hoje, 19/04/09 para terminar esta postagem desci até a rua as 12:48h. Esta é a sua aparência

Fotos: Elma Carneiro

10/04/09

Um fruto do cerrado

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“Pois, várias viagens, ele veio ao Curralinho, vender bois e mais outros negócios – e trazia para mim caixetas de doce de buriti ou de araticúm, requeijão e marmeladas".

Guimarães Rosa em Grande sertão: veredas, pg. 115

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Araticum

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A palavra araticum vem do guarani (indígena), cujo significado é fruto mole. De dezembro a abril, frutifica no cerrado uma fruta parecida com uma pinha, bastante apreciada e conhecida no país e no mundo: é o araticum. Esse nome é comumente utilizado para muitas variedades de Annona nos países cuja língua oficial é o português.
Ele representa várias espécies, como a fruta-do-conde (Annona squamosa), a graviola (Annona muricata) e o araticum-do-cerrado ou marolo (Annona crassiflora).

Planta - perene, arbórea, com 6 a 8 metros de altura, bem adaptada principalmente às condições dos cerrados remanescentes do Brasil – Central, que abrange o Distrito Federal e os estados da Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí e São Paulo.
As condições favoráveis ao desenvolvimento das plantas e frutificação são: temperatura amena a quente, solos profundos, bem drenados, não é exigente em fertilidade do solo. São adaptadas ao longo período sem chuva durante o inverno, porque apresentam um sistema radicular bastante desenvolvido e profundo nos solos do cerrado. A propagação é feita normalmente através de sementes.

Um botão - Sépalas de coloração marrom ferrugíneo
Botões
Botão semiaberto
Flor do araticum
As flores são formadas em ramos novos, solitárias, e possuem seis pétalas livres, que se abrem pouco, são carnosas e de coloração creme-ferrugíneas, ou rosadas. Três pétalas são maiores e dispostas externamente e as outras três menores e internas.

Seus polinizadores são os besouros que buscam as flores para o acasalamento e alimentação e a dispersão de suas sementes é feita pelos animais e pela gravidade.

Os frutos são carnosos, alcançam mais de 15 cm de diâmetro e 2kg de peso, contendo muitas sementes com cerca de 1,5cm de comprimento.

São de cor ferrugínea e cada fruto possui inúmeras sementes.
O araticum integra a medicina das populações tradicionais da região da Chapada dos Veadeiros, Goiás, que o utilizam como regulador de menstruação, para reumatismo, feridas, úlceras, câncer de pele, fraqueza no sistema digestório, cólicas e contra diarréia.


Quando aberto, o fruto oferece uma polpa cremosa de odor e sabor bem fortes e característicos.
A polpa pode ser consumida ao natural ou na forma de batidas, bolos, biscoitos e bolachas, picolés, sorvetes, geléias e diversos doces.

Sorveterias de Brasília e Goiânia produzem sorvetes e picolés de araticum. A espécie contribui para as economias informal e formal, durante seu período de frutificação, em todo o Cerrado.

Fotos: Fernando Tatagiba, João Steck, Carlos Vieira, Elma Carneiro


Voce conhece a fruta do Cerrado Banha-de-galinha? Parece muito com a manga comum, tem um cheiro enjoativo, é doce, suculenta e antioxidante. Veja mais sobre ela clicando na imagem abaixo.



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03/04/09

Nossas árvores - Cerrado

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Torta, tosca, bruta, mas altiva,
a árvore vence o vasto vento.
Muda, tenaz seiva, funda luta.
Parece esta flora o pensamento.

No chapadão, só erva nativa
resiste à seca. Não é astuta
porém é árdua: igual à saliva
do canto,sobrevive ao tormento.

O terrível vento não arrasa
a árvore brava deste chão.
também do poeta a solidão

a voz – quase feroz – não destrói.
Chapadão, o canto é minha casa.
Não importa se habitar-me dói.


Fernando Mendes Vianna





. Fotos: Hélio Rocha - Serginho, Ronaldo, Elma Carneiro

01/04/09

As queimadas no Cerrado

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 descargas atmosféricas provocam o fogo
Queimadas naturais iniciadas por descargas atmosféricas são eventos comuns em várias regiões do mundo. Elas fazem parte da dinâmica desses ecossistemas e já foram bem estudadas e documentadas em outros países. No Brasil, há evidências de que queimadas naturais são frequentes no Cerrado, contudo elas permanecem praticamente desconhecidas da ciência.

Vegetação do Cerrado

A vegetação se compõe de arbustos e pequenas árvores com troncos tortuosos, casca e folhas grossas, típica de climas secos. Entretanto, não há falta de água na região. Encontra-se um grande lençol de água a cerca de 20 metros de profundidade no solo. Para buscar essa água, as árvores da região desenvolvem longas raízes .
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casca grossa (súber) do  tronco da árvore do Cerrado
A espessa camada de súber (tecido formado por células mortas) que envolve troncos e galhos no Cerrado é outra característica interpretada como uma adaptação ao fogo. Agindo como isolante térmico, o súber impediria que as altas temperaturas das labaredas atingissem os tecidos vivos mais internos dos caules.
Súber espêsso: o súber ou cortiça é um tecido vegetal de proteção, presente ao redor de caules e raízes de plantas que cresceram em espessura.

O fogo no Cerrado é considerado um distúrbio natural e integrante de sua dinâmica, e as queimadas naturais podem ser importantes para a manutenção dos processos ecológicos e da biodiversidade, sobretudo nas unidades de conservação (UC).
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Porém, quando esse fogo é provocado por ação indiscriminada de pessoas torna-se maléfico tanto para as matas como para o ambiente. O fogo em alta frequência tende a favorecer as fisionomias mais abertas, acabando drasticamente com a vegetação e favorecendo o aparecimento de campos onde há espécies que florescem e frutificam em abundância após as queimadas diminuindo a biodiversidade e influenciando na manutenção de importantes refúgios para a fauna urbana.
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As queimadas naturais, provocados por raios, geralmente ocorrem na transição seca-chuva. Mas estas queimadas não chegam a atingir grandes áreas, pois a chuva posterior impede o desenvolvimento de incêndios de maior magnitude.

Cerrado: a fênix entre os biomas

Suas árvores retorcidas e campos não só resistem às queimadas naturais, como tiram daí sua força. E explodem em flor depois do fogo. Troncos negros, por fora carvão. E flores de todas as formas e cores.
O cerrado é a fênix entre os biomas. Renasce das cinzas numa rapidez impressionante, adaptado ao fogo em poucos dias já começa a brotar o verde e as flores.

Após a queimada, as plantas crescem com um vigor renovado.

Qeimadas no Cerrado -A plantas renasces logo após as queimadas.
Como as plantas não podem fugir do fogo, claro, elas são queimadas.
Todavia, a flora do cerrado evoluiu junto com as queimadas naturais provocadas pelos raios e assim, ao longo dos milênios, adaptou-se a este fator ambiental natural. Uma semana depois de uma queimada muitas plantas já estão rebrotando com grande vigor.

Logo após uma queimada, com o ressurgimento de flores, há imensa disponibilidade de néctar e pólen, um verdadeiro banquete para muitos insetos. Algum tempo depois, com a polinização facilitada por esses agentes, essas flores produzirão frutos e sementes que servirão de alimento para muitos outros animais. Por isso, algumas espécies – como a ema e o veado-campeiro – aparecem em grande quantidade, atraídas pela farta disponibilidade de alimento.
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O veado campeiro se beneficia com as queimadas
Apesar das intempéries, o veado campeiro se beneficia com as queimadas

Sem dúvida, em um incêndio incontrolável muitos animais morrem carbonizados, seja porque são lentos (tamanduá, por exemplo)
Sendo um dia não muito quente e sem vento, o fogo avançaria lentamente, dando tempo aos animais para fugirem para áreas vizinhas, do outro lado do aceiro, esconderem-se em buracos de tatú, procurarem áreas alagadas, rios etc, onde o fogo não se propaga.

Texto adaptado conforme dados de pesquisas e fotos colhidas na web

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Veja a característica morfológica das árvores do Cerrado clicando na imagem abaixo

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