Tuiuiú
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24/09/12

A seca e o fogo no Cerrado

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Na natureza nada é em vão

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Na região de Cerrado do Brasil Central, cerca de 90% das chuvas caem entre os meses de outubro e abril, ou seja, nós que moramos por aqui convivemos com a sazonalidade  hídrica. Algumas espécies de plantas dependem do vento e também de ambiente seco para espalhar as suas sementes.

Paisagem do Cerrado na estação seca promove belas silhuetas 
 Agora, olhando para baixo, as raízes das plantas desempenham um papel importante e muitas vezes negligenciado, simplesmente por não poderem ser vistas. As camadas de solo superficiais podem secar pela falta de chuvas, mas algumas árvores têm acesso à água mesmo no auge da estação seca, pois suas raízes alcançam grandes profundidades.

Algumas espécies de plantas dependem do vento e também de ambiente seco para espalhar as suas sementes. 
 Este processo é importante para que os indivíduos possam desbravar novos ambientes, aumentando a abrangência de suas populações. Ou seja, para estas espécies, que são conhecidas com anemocóricas, a ausência de chuvas é condição necessária para a manutenção de suas populações. Até o formato das sementes, ou dos frutos, são especiais para se favorecerem do vento e da seca. Se chover enquanto estas espécies estão em fase de reprodução, os frutos podem nem abrir, pois o ambiente seco é condição para a desidratação das paredes do fruto e sua abertura. 
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A vegetação do Cerrado necessita da estação seca para difundir suas sementes. 
 Uma preocupação no período seco é o fogo. Porém, as espécies vegetais do Cerrado apresentam várias adaptações que as permitem contornar este problema, por exemplo, a presença de casca grossa e cortiçosa. O próprio fogo pode trabalhar a favor do Cerrado, quando ele auxilia no processo de abertura dos frutos, facilitando a reprodução das plantas. 

Portanto, seja pela sua importância no funcionamento do Cerrado, ou pela beleza proporcionada pelos seus componentes durante a estação seca, só podemos chegar a uma conclusão: deixa secar.


Como a natureza sabe, sem diversidade não existe evolução. ( Isaias Raw )

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Parte do texto de Alexandre de Siqueira Pinto  pesquisador e colaborador pleno junto ao programa de pós-graduação em Ecologia, do Departamento de Ecologia, da Universidade de Brasília. Possui Graduação em Ciências Biológicas e Mestrado e Doutorado em Ecologia, todos pela Universidade de Brasília.


Fotos:Elma Carneiro

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21/09/12

Dia da árvore no Caliandra do Cerrado

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Em comemoração ao Dia da Árvore  que coincide com a chegada da PRIMAVERA,   Caliandra do  Cerrado que é um espaço para a natureza, troca o tom do fundo  desta postagem para um verde em contraste com as cores amarelas das duas árvores mais significativas do Brasil com suas flores para formar as tonalidades mais marcantes da nossa bandeira.

 Viva as árvores e vamos cuidar delas.

Quer pássaros ao seu redor e ouvir seus cantos? Plante uma árvore no seu quintal, na sua rua, na sua varanda,  no seu parque, se possível  árvores frutíferas para que eles voltem sempre para alimentar-se como também para construir seus  ninhos nos galhos e você também poderá  ouvir o piar dos seus filhotes.

Mas... afaste dos seus ninhos não se aproxime excessivamente dos seus ovos ou filhotes.
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Ademais,  é só ouvir seus cantos.  Aqui, uma gravação que fiz debaixo de um enorme pé de tamarindo.




"Eu queria aprender o idioma das árvores.
 Saber das canções do vento nas folhas da tarde. 
Eu queria apalpar os perfumes do Sol. 

[Manoel de Barros ] .

Floresta densa numa foto de  Yasonobu Kobaiasch
E para homenagear este dia,   flores amarelas, ambas de árvores importantes para nossa nação. A primeira com flores  do Pau-brasil e a segunda  do Ipê amarelo

Embora o Ipê seja considerado árvore símbolo do Brasil, pela Lei nº 6.607 de 7 de Dezembro de 1978 o pau-brasil foi declarado Árvore Nacional.

Flores do pau-brasil com abelha de Nivaldo Almeida
A flor do Pau-Brasil surge somente uma vez por ano. Tem quatro pétalas amarelo-ouro grandes e uma pequena no centro, de cor vermelha. Exala um odor muito peculiar e agradável, próximo do Jasmim, mas um pouco mais suave.
 A floração do Pau-Brasil ocorre a partir do final do mês de setembro, prolongando-se até meados de outubro.

Sementes do pau-brasil

Ipê amarelo - foto de Elma Carneiro em agosto de 2008 
 No inverno, as  folhas do Ipê amarelo caem dos galhos da árvore que fica inteiramente exposta ao tempo sem nenhuma folha. Na primavera, as folhas renascem cobrindo-a por completo. Sabe-se que, quanto mais intenso e seco o inverno, posteriormente, na primavera, mais intensa será a quantidade das flores nos galhos. A floração inicia-se no final de julho e vai até setembro, podendo ocorrer alguma variação devido a fenômenos climáticos. Como a espécie floresce no final do inverno é influenciada pela intensidade do mesmo. 

Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada do ipê-amarelo.
 

Sementes do ipê-amarelo
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As sementes são membranáceas brilhantes e esbranquiçadas, de coloração marrom. Possuem de 2 a 3 cm de comprimento por 7 a 9 mm de largura e são aladas. 

Fotos: Yasonobu Kobaiasch, Nivaldo Almeida, Elma Carneiro
Outras foram colhidas na net.
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20/09/12

Cerradão

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Originalmente, um quarto do território brasileiro era ocupado pelo Cerrado. Porém, na década de 1990, 47 milhões de hectares já haviam sido substituídos por pastagens plantadas ou culturas de grãos. Formação vegetal característica do Centro-Oeste brasileiro, é constituído de árvores relativamente baixas e tortuosas, disseminadas em meio a arbustos, subarbustos e gramíneas.

 O cerradão tem fisionomia de floresta  com  árvores mais altas e copa mais fechada.


O cerradão é uma formação florestal do bioma Cerrado.



Na estação chuvosa as árvores do cerradão alcançam até 15 metros

É uma formação florestal com aspectos xeromórficos, caracterizado pela presença de espécies que ocorrem no Cerrado sentido restrito e também por espécies de mata.
Do ponto de vista fisionômico é uma floresta, mas floristicamente é mais similar a um Cerrado. Apresenta folhagens das árvores muito acima do chão que pode oscilar em torno dos 70%, com altura média do estrato arbóreo variando entre oito e quinze metros, propiciando condições de luminosidade que favorecem a formação de estratos arbustivo e herbáceo diferenciados, com espécies de epífitas reduzidas.

Paisagem do Cerradão na estação seca as árvores parecem mortas, mas, estão vivas e com as primeiras chuvas elas rebrotam com todo o  verde.

Nos períodos de estiagem, o solo se desseca muito, mas somente em sua parte superficial.


Apesar de poder apresentar espécies que estão sempre com folhas (perenifólias) , muitas espécies comuns ao Cerradão apresentam queda de folhas (caducifólia ou deciduidade) em determinados períodos da estação seca, tais como Caryocar brasiliense (pequi), Kielmeyera coriacea (pau-santo) e Qualea grandiflora (pau-terra), ou comuns às Matas Secas, como Dilodendron bippinatum e Physocallimma scaberrimum (cega-machado), apresentam queda das folhas em determinados períodos na estação seca. Estes períodos nem sempre são coincidentes com aqueles das populações do Cerrado ou da Mata.
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Numa aproximação maior,  as árvores do Cerradão parecem mortas com a estação da seca
Mas vários estudos já demonstraram que, mesmo durante a seca, as folhas das árvores perdem razoáveis quantidades de água por transpiração, evidenciando a disponibilidade deste mineral nas camadas profundas do solo.

Na estação seca do Cerrado os ipês amarelos estão por toda parte no Cerrado no Centro Oeste 
Outra evidência da água nas camadas mais profundas do solo é a floração do ipê-amarelo na estação da seca que se espalha em grande profusão  por toda parte no Cerrado do Centro Oeste

Fotos do Cerradão seco: Jane Carneiro
Demais fotos: Elma Carneiro


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18/09/12

Arco-íris no lago

Parque Vaca Brava


Lago do Parque Vaca Brava, oferece a oportunidade de convivência com a natureza em pleno cento da cidade.
Época de temperatura alta no Centro Oeste, aqui em Goiânia-Goiás a visão do lago do Parque Vaca Brava é um colírio para nossos olhos que nos passa a impressão de frescor quando em plena estação seca o ipê amarelo entre cercas de arame e muros rompe como a um parto, abrindo suas flores cor de ouro colorindo invadindo e contrastando com a paisagem cinzenta da cidade como se nos oferecesse uma compensação trazendo a certeza de que a esperança da vida está na continuação fiel da manifestação e da influência da natureza sobre nós.

Ipê amarelo na cidade de Goiânia abre em flores amarelas.
Fotos:Elma Carneiro

13/09/12

Césio 137 – 25 anos da tragédia

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Césio 137 uma funesta data que jamais será esquecida


Completa hoje (13/09/2012) , 25 anos o acidente radiológico com o isótopo
Césio 137 em Goiânia.


A cor da morte era de um azul brilhante

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Funcionários da CNEN protegidos  no acidente  do césio 137 em Goiânia
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Assim que se percebeu a gravidade do desastre, começaram os questionamentos judiciais. Coveiros, a administração e os vizinhos do cemitério se rebelaram quando souberam que lá seria o destino do corpo da primeira vítima do acidente - a menina Leide. O enterro só foi possível depois que o pequeno corpo foi depositado em um caixão de chumbo lacrado de 700 quilos. Roupas e objetos pessoais das pessoas que tiveram contato com o Césio tiveram de ser descartados. O material contaminado resultou em 13,5 toneladas de lixo atômico, que devidamente embaladas em caixas e tambores e enclausurados em 14 containers foram enterradas em uma vala de 30 metros fechada por uma parede de concreto de 1 metro de largura, sobre a qual se ergueu uma montanha artificial. Esse monumento, na cidade de Abadia de Goiânia, a 22 quilômetros da capital, terá de permanecer isolado por 300 anos, tempo para que desapareça a radioatividade do material ali enterrada.

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Imagens atuais do depósito criado em Abadia de Goiás após o acidente em 1987 onde encontram -se os rejeitos radiativos do Césio 137.



Fotos colhidas no GI Goiás desta quinta-feira - 13/09/2012 - AQUI tem mais.


Veja nossa postagem feita em 03 de novembro de 2009 com mais detalhes do acidente clicando na menina Leide das Neves, a primeira vítima de 6 anos do Césio 137.



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11/09/12

Hoje - Dia do Cerrado

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Celebrando hoje 11/09/2012 o Dia do Cerrado, nada mais precioso do que mostrar algumas das nossas riquezas que nesta época do ano enfeitam os campos com cores e mais cores alegrando nosso dia a dia.
Mais uma vez coloco aqui uma gravação do cantos dos pássaros feita por mim debaixo de um imenso pé de tamarindo no local onde algumas fotos foram feitas quando estive lá ainda neste mês.


A seca no Cerrado é assim: quanto mais aumenta a temperatura e abaixa o nível de umidade, as flores explodem em cores, e o Ipê amarelo (Handroanthus chrysotrichus) fica bonito até mesmo em pleno Cerradão do Centro Oeste em Goiás. Porém sua beleza não é comparada com a exuberância do amarelo que nos dói os olhos de prazer e embeleza a alma pela luminosidade quando é visto meio a sua habitual paisagem monocromática deixada pela seca do Campo cerrado onde predomina a vegetação rasteira com ocorrência de árvores e arbustos bastante espaçados entre si e o Cerrado propriamente dito que apresenta vegetação retorcida de até 05 metros, revestida de casca espessa, galhos baixos, e copas assimétricas.
A flor Caliandra - Calliandra dysantha Benthque - que dá o nome a este blog também está presente numa foto inédita com toda sua beleza e dando mais cores a este dia.
A belíssima árvore Cega-machado - Physocalymma sacaberrimum Pohl- com suas pequenas porém abundantes flores roxas.
Mostramos também a nossa Seriema que anda sempre aos pares fazendo um belíssimo dueto de vozes durante todo o dia a começar pelas primeiras horas da manhã. Frequentam jardins e pomares, assim como a constante presença dos bandos de barulhentas Curicacas a fazer suas revoadas pelo imenso céu azul sem nuvens deste Cerrado.


Estatísticas do Google para o blog



Aproveito a oportunidade para comemorar também no dia de hoje mais um record com 2.226 visitantes conforme o gráfico das estatísticas do Google fotografado pelo Print Screan que poderá ser visto clicando na pequena imagem abaixo para ampliar.


Agradeço as visitas, razão pela qual dou seguimento as postagens do Caliandra do Cerrado, mostrando as coisas da nossa região desde agosto de 2008.

Meu muito obrigada e volte sempre. Elma Carneiro

Clique nas imagens para redimensionar


Canto da seriema

Revoada das curicacas: Elma Carneiro
Demais fotos: Jane Carneiro [minha irmã]
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07/09/12

Procurando identificação de insetos do Cerrado


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Coloco aqui algumas imagens que fotografei no bioma Cerrado precisamente em Goiás no Centro Oeste. São insetos que desconheço e, por mais que fizesse buscas pela net não consegui encontrar nenhum  que fosse pelo menos parecido com eles. Talvez esta seja um tarefa para os especialistas em Entomologia.

As imagens foram colhidas numa área rural meio a vegetação. Se alguém souber a identidade e informar eu ficaria grata.


Para maiores detalhes clique na imagem e quando abrir clique novamente para vê-las redimensionar.

Este inseto foi visto e fotografado durante o dia em época chuvosa do Cerrado no mês de novembro de 2011. Foto colhida em perfil pelo lado esquerdo e a parte mais volumosa é o abdomem. Possui uma antena.

.Inseto sem identificação visto no jardim de uma propriedade rural do Cerrado em Goiás. 

Inseto de vida noturna (mariposa) procurando a iluminação das lâmpadas dentro de casa no mês de junho/2012. Sua aparência lembra uma tartaruga.

Mariposa com aparência estranha com aparência de uma tartaruga, entrou dentro de casa procurando o calor das lâmpadas.

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Rara borboleta azul

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Borboleta ou mariposa apareceu sobrevoando vasos de plantas durante o dia. Azul com com listras cinza e branco, as asas sombredas em azul escuro no centro próximo ao corpo e azul claro nas estremidades. Possui pintas cor de rosa choque.

Borboleta azul rara  encontrada no Cerrado.
Caliandra do Cerrado mostra imagens de borboleta azul metálica com pintas rosa-choque.

Fotos da borboleta: Jane Carneiro
Demais fotos: Elma Carneiro

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04/09/12

Estação seca do Cerrado

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Paisagens da estação seca do Cerrado



Com voz de pássaros gravados no local onde havia mais verde com seus ninhos e frutos.


Gravação em 09/2012 de Elma Carneiro

A estação seca do Cerrado que vai de abril a setembro deixa uma paisagem impressionante de secura e a umidade do ar que em algumas regiões chega até a 10%. Mas, a impressão da paisagem com esqueletos de árvores desfolhadas que a princípio oferece uma visão devastadora, esconde a importância deste Bioma que abriga uma alta diversidade de espécies da fauna e da flora, sendo muitas destas endêmicas, ocorrendo apenas nestas regiões.
Além da importância biológica, o Cerrado é o berço de nascentes e rios, pertencentes às três maiores bacias da América do Sul: São Francisco, Amazonas (Tocantins-Araguaia) e Paraná.
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De abril a setembro é tempo de seca no Cerrado


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Na sua maior parte, o complexo vegetacional do Cerrado está localizado no Planalto Central do Brasil. Em termos fitofisionômicos, predominam as formações savânicas, que se caracterizam por um estrato arbóreo de densidade variável e um estrato arbustivo-herbáceo dominado por gramíneas. O clima é sazonal , com invernos secos e verões chuvosos. Os solos são geralmente profundos e bem drenados, com baixa disponibilidade de nutrientes e altas concentrações de alumínio e ferro. As queimadas são frequentes na estação seca, causando impactos importantes na estrutura e a composição florística da vegetação.

A vegetação do Cerrado é semidecidual, o que significa que parte das plantas perdem suas folhas durante a estação seca.


Árvores secas do Cerradão


É uma formação florestal com aspectos xeromórficas, caracterizado pela presença de espécies que ocorrem no Cerrado sentido restrito e também por espécies de mata.
Do ponto de vista fisionômico é uma floresta, mas floristicamente é mais similar a um Cerrado. Apresenta dossel predominantemente contínuo e cobertura arbórea que pode oscilar em torno dos 70%, com altura média do estrato arbóreo variando entre oito e quinze metros,propiciando condições de luminosidade que favorecem a formação de estratos arbustivo e herbáceo diferenciados, com espécies de epífitas reduzidas.



Adaptações das plantas do Cerrado que na imagem retrata o cerradão.

A existência de espécies com sistema radicular também implica que as raízes superficiais ficam envoltas em um solo seco durante a estação seca, enquanto as raízes mais profundas estão em contato com um solo úmido.
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 No Cerrado as  árvores perdem suas folhas na estação da seca
O Cerrado abriga plantas de aparência seca, entre arbustos esparsos e gramíneas, e o cerradão, um tipo mais denso de vegetação, de formação florestal, formado por árvores baixas e retorcidas destacadas em meio a gramíneas recobrindo o topo das chapadas.

Algumas variedades permanecem verdes e ficam mais bonitas e frondosas nesta época do ano. São espécies mais resistentes que continuam inalteradas durante as duas estações cujas raízes também chegam a grandes profundidades devido ao seu sistema radicular ser bem mais extenso.

No auge da seca, a maioria das árvores já estão desfolhadas e basta um sinal de umidade no ar pela aproximação das chuvas que elas se cobrem de folhas com toda força vestindo de verde.

Porém, seus esqueletos sempre nos proporcionam uma visão maravilhosa e ao mesmo tempo melancólica de um pôr do sol em tonalidades que vão do laranja ao vermelho.

O vermelho e o laranja tornam-se muito mais vívidos no crepúsculo quando há poeira ou fumaça no ar, provocado por incêndios. Isso ocorre porque essas partículas maiores também provocam dispersão com a luz de comprimento de onda próximos, no caso o laranja e vermelho.

Normalmente no Cerrado, isso ocorre com maior intensidade em dias em que a umidade relativa do ar está baixa.

Pôr do sol  na estação seca do CerradoPôr do sol do Cerrado



Fotos: Elma Carneiro

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Cerradão fotografado nas duas estações: chuvosa e seca.  Veja a postagem clicando na imagem  e confira as  mesmas paisagens diferenciadas de acordo com a estação,  nas cores  verde marrom.

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