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Parque Areião

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Era desse ângulo que eu via o mundo quando criança e queria crescer muito, muito, assim como essa árvore, e eu tinha que estar sempre olhando para o alto porque todas as coisas eram imensas, inalcançáveis e temerosas para mim, apesar de que me causavam um grande fascínio.

Essa árvore é de um parque da cidade onde moro. Alí permaneci por uma tarde em harmonia com a natureza e comigo mesma.
Não sei o seu nome e ela pode simbolizar nossa pequenez diante da sábia mãe, e que tem seu significado visto por outro ângulo no poema abaixo.

Serás madeira

vigorosa e bela
um dia serás tábua
em chão que range, ou porta que bate
Restará uma memória
geradora desta imagem
O respeito é vago
quando deixares de existir
Serás a alegria de brincadeiras infantis
mas a tristeza ocupará o teu lugar
Ou um prédio muito grande!
Será na mesma triste!


O autor do poema é Rogério Franco, arquiteto de Leiria - Portugal residente em AAmiens-França e também mantenedor dos blogs Strings e Arkitectum.

Foto: Elma Carneiro

Veja também no Bosque dos Buritis (outro parque) um dos meus passeios numa tarde de domingo. Para entrar comigo clique na imagem.