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Dentro do Bosque dos Buritis de Goiânia

Reserva ecológica  no centro da Cidade.

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Bosque dos buritis

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No interior do bosque avisto flores brancas nativas. Esse local é composto por buritis e árvores frondosas, o clima é fresco e úmido. Pássaros em profusão, insetos, pequenos répteis, macacos que passam de um galho ao outro fazendo ruídos com seus movimentos rápidos entre as folhas que me chama atenção, porém, mal consigo vê-los ou distinguir suas feições. Nascentes, pequenos igarapés, o burburinho das águas quando em sua mansa correnteza. Mais além, um caminho feito por formigas que vão enfileiradas, cada uma levando uma folha. Um batalhão em marcha.
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Bosque dos Buritís-Goiânia_Centro Oeste do Brasil
Aqui dentro, o perfume das flores, sinto o cheiro de mel, da terra encharcada e fértil. Observo as gramíneas, o capim crescido, como também, as folhas secas espalhadas. Por vezes, passa rapidamente um lagarto amedrontado e desaparece por baixo dos gravetos do chão que o camufla disfarçando sua aparência. Abelhas sobrevoam minha cabeça. Há uma vida intensa dentro dessa pequena mata preservada. Imagino a quantidade de ninhos de passarinhos que devem estar entranhados entre os galhos dessas árvores altas e o piar de seus filhotes.
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Bosque dos Buritís-Goiânia_Centro Oeste do Brasil_num fim de tarde o sol entre frestas
Há um silêncio, nele não sinto estranheza porque a natureza é própria de nós e em seu meio estou em plena harmonia, ela é mãe, eu, mais uma espécie. Lá fora a uns 300 m a cidade ferve no seu dia a dia, os carros passam velozmente entre os outros, mas, os ruídos não chegam a alcançar o interior desse templo. O sol teima em penetrar por entre as frestas das árvores e observo convicta de que nada é em vão.
E, eu estava ali numa tarde de domingo de maio desse ano.

Uma outra variedade de coqueiro aponta suas grandes folhas para o alto, onde dali antevejo o céu azul e o sol começa a desaparecer com seus raios dourados. Começa ali e agora um maravilhoso pôr-do-sol que se forma para meus olhos e nada me resta senão observar. Os pássaros parecem multiplicar-se por seus cantos despedindo-se do dia. Encontro-me ali nesse centro congregada, e minha vida respira pelos pulmões esse ar com cheiro de verde.
Faço parte dessa paisagem e a certeza mais lógica que tenho é que quando eu for, ela naturalmente e sempre silenciosa em seu curso, se incorporará com minha desintegração física. ElmaCarneiro

"Eu também quero a volta à natureza. Mas essa volta não significa ir para trás, e sim para a frente."
Friedrich Nietzsche


Fotos: Elma Carneiro

Você poderá ver no mesmo espaço as mensagens de paz existentes dentro do bosque clicando na imagem abaixo.
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Cássias-amarelas vestem Goiânia

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Goiânia é considerada a cidade mais arborizada do País e a segunda no mundo. A capital goiana perde, apenas, para Edmonton, no Canadá, que detém a concentração de 100 m² de árvores por habitante. São cerca de 950 mil árvores, sendo 382 espécies diferentes.


Sabe-se que o Cerrado possui duas estações por ano: uma chuvosa e outra seca. Porém, ao final da estação, mesmo com a secura e umidade do ar baixa, algumas espécies de árvores vestem suas ruas com flores coloridas dos ipês, o jacarandá mimoso a sibipiruna e dando um toque especial está no auge a florada da Cássia-imperial, chuva-de-ouro (Cassia fistula). 
No Centro Oeste com um tempo de estiagem de 6 meses, nos últimos três que antecedem as chuvas, o clima fica extremamente seco com a umidade do ar em até 17 % e a temperatura variando entre 36 a 38°C, instala-se um ar de melancolia por entre suas ruas que por mais arborizadas sejam, até os pássaros normalmente alegres e barulhentos são pouco vistos.
A população anseia por chuvas, porém, se não fosse o tempo de estiagem não poderíamos ter o privilégio de nos encantar com tamanha beleza das nossas árvores como é o caso dos ipês que só dão sua florada com os últimos suspiros da estação seca.


Mais árvores de flores amarelas que enfeitam as ruas da cidade anteriores a Cássia-amarela desta postagem.

Outras árvores da época:
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Ipê amarelo



Sibipiruna



Chegou a época dos Ipês no Centro Oeste

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Apesar do tempo seco e a baixa umidade do ar que atinge a região Centro-Oeste, nesta época do ano, as cores dos ipês roxo, amarelo e rosa dão vida nas ruas e avenidas de Goiânia.   
Na imagem para os leitores do Caliandra do Cerrado um belíssimo  Ipê-bola-rosa  numa  rua bem perto de onde moro.
O Ipê-bola-rosa recebe este nome em razão da forma de seus cachos de flores. Chega a atingir cerca de 8 a 12 metros de altura e sua floração ocorre de julho a outubro, quando fica totalmente desprovida de folhas.
Você poderá ver a matéria com um belo vídeo de hoje no G1 - GOIÁS com o título Em época de seca, ipês floridos colorem a paisagem de Goiânia  que, por coincidência mostram a mesma árvore que fotografei em 12/08/013. Passei por lá nos últimos dois dias  e notei que ela já está perdendo sua folhas forrando de rosa  a calçada.
 As fotos foram feitas do celular.

Numa rua do Jardim América em Goiânia a surpresa do Ipê-bola-rosa no quarteirão da Igreja de Santo Expedito
Quarteirão da Igreja Santo Expedito
Ipê-bola-rosa com seus cachos de flores numa rua  do Jardim América em Goiânia
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Fotos:Elma Carneiro

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Pôr do sol do Cerrado goiano

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O pôr do sol do Cerrado faz um espetáculo dourado todos os dias. Observar suas cores é algo deslumbrante para os olhos e alma. Goiânia-GO

O pôr do sol de Goiânia oferece um verdadeiro espetáculo de cores26/05/2012 ás 18:58h - lado leste da cidade

26/05/2012 às 18:57 - lado oeste da cidade

as nuvens parecem labaredas de fogo26/05/2012 às 18:58h - As nuvens parecem tochas de fogo. lado oeste

Um bosque - Bosque dos Buritis - Goiânia


Goiânia Verde


“Goiânia é a cidade mais arborizada do País e a segunda no mundo. A capital goiana perde, apenas, para Edmonton, no Canadá, que detém a concentração de 100 m² de árvores por habitante. São cerca de 950 mil árvores, sendo 382 espécies diferentes. Entre elas, a mais comum é a monguba, seguida pela sibipiruna e guariroba. Mas se vê também muito por aí flamboyants, palmeiras imperiais, sete-copas, entre outras. As Áreas de Preservação Ambiental (APA’s) também são opções de lazer, diversão e convívio social em meio ao trânsito agitado, barulho e poluição das grandes cidades. “Quando buscamos um lugar para diversão e para relaxar, muitas vezes queremos contato com a natureza”, Fonte: Diário da Manhã
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Bosque dos Buritis - Foto Joventino Neto
Aqui foi meu passeio nessa tarde de domingo.
Situado no centro da cidade, está o mais antigo patrimônio paisagístico de Goiânia, o Bosque dos Buritis que ocupa uma área de aproximadamente 125.000 m2.
Nesse local, lagos refrescantes, uma vasta vegetação e o som de pássaros e animais podem ser apreciados bem de perto pelo homem.

Clique nas imagens para ampliar

Obra do artista goiano Siron Franco dentro do Bosque dos Buritís - Monumento à Paz MundialO "Monumento à Paz Mundial" encontra-se a poucos metros após a entrada principal do Bosque dos Buritis localizada no Setor Oeste da cidade - Goiânia
A obra é de autoria do artista plástico goiano Siron Franco e foi concluída em 1988, para lembrar o 1º ano de aniversário do acidente com o Césio 137 . Trata-se de uma escultura de cinco metros de altura que, por ser de concreto, pesa cerca de 50 toneladas.
Sua estrutura é composta por duas pirâmides de concreto, invertidas uma sobre a outra, resultando de tal combinação uma ampulheta símbolo usado antigamente para marcação do tempo. Na "cintura", encontram-se amostras de terra de vários países, a (Austrália, Israel, Holanda, Ghana, Portugal, Suécia, Uruguai e a ex-URSS, Brasil, Hungria e Argélia ), foram os primeiros países a enviar amostras de seus solos.

Hoje, já se encontram mais de 100 amostras de terra de todos os continentes.

A ampulheta traz consigo os seguintes dizeres:
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"A Terra é um só país, e os seres humanos seus cidadãos"

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Entrando no bosque reina a paz, não se ouve o barulho da cidade e parece que tudo o mais fica distante. Não se fala dos momentos políticos atuais, a disputa desleal entre os homens, contendas e guerras, discussões conflituosas e pessoais, não se vê a ganância, a inveja e a vaidade, pois em contraste com tudo isso os pássaros cantam e voam a sua liberdade. Seus cantos são de paz e o silêncio é maior ainda. E me fiz silêncio quando esse pombo branco aproximou-se de meus pés. Segurei a respiração por alguns segundos com receio de interromper essa comunicação tão prazerosa e fotografei.

A primeira foto menor acima é de Joventino Neto.
As demais: Elma Carneiro

Observações poéticas e reflexões durante minha caminhada Dentro do bosque você poderá ver clicando na imagem abaixo com texto de Elma Carneiro.
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