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Recebi a visita de Maria Pia, uma leitora e inclusive seguidora do Caliandra do Cerrado com esse comentário na postagem Mulungu - árvore de coral.
Olá Elma!
Meu nome é Maria Pia e sou apaixonada por plantas em geral. Mês passado estive no Vau/Distrito de Diamantina-MG e fotografei uma flor lindíssima à beira do Rio Jequitinhonha. Estou à procura do nome dessa flor e não encontro. Gostaria de saber se você a conhece. Tem como eu mandar as fotos dela pra você?
Meu email é: ........
Obrigada
Após entrar em contato com ela recebi as fotos com sua tão exuberante árvore, citando mais detalhes sobre a planta de flores que a fascinou e com toda razão:
"Como já disse antes, ela é mesmo uma flor lindíssima, de um roxo meio fúchsia os botões parecem ser cor de goiaba antes de abertos, enfim, um espetáculo. Eu fiquei encantada com o tom das flores do VAU, no caminho pro banho de rio, por vezes, o chão de terra vermelha ficava salpicado das pétalas das flores dos Ipês, uma mistura perfeita de amarelo com roxo, um banho de poesia pra alma.
Só não dá pra ser mais nítido porque são tiradas com aparelho celular."
Só não dá pra ser mais nítido porque são tiradas com aparelho celular."
Maria Pia, suas flores são as da quaresmeira [nome esta relacionado a época de sua floração - a Quaresma].
É mais provável que essa espécie seja a Tibouchina candolleana .
E os "botões parecem ser cor de goiaba" são na verdade os frutos, se você observar melhor pode ver um botão da flor nas suas fotos aqui isolado.
Veja a postagem que fiz em em 08 de junho 2010 sobre uma quaresmeira próximo a rua onde moro e onde faço minhas caminhadas diárias, com o título de Quaresmeira roxa. Realmente é uma árvore linda e também me encanta.
É mais provável que essa espécie seja a Tibouchina candolleana .
E os "botões parecem ser cor de goiaba" são na verdade os frutos, se você observar melhor pode ver um botão da flor nas suas fotos aqui isolado.
Veja a postagem que fiz em em 08 de junho 2010 sobre uma quaresmeira próximo a rua onde moro e onde faço minhas caminhadas diárias, com o título de Quaresmeira roxa. Realmente é uma árvore linda e também me encanta."Do gênero Tibouchina (Família Melastomataceae) essa árvore está distribuída principalmente em regiões tropicais e subtropicais da América e inclui aproximadamente 350 espécies, sendo 129 nativas do Brasil.
Na mata original, a quaresmeira floresce duas vezes por ano -a outra florada, menos intensa, acontece em setembro/outubro- e na mata original chega a viver de 60 a 70 anos. "Com o estresse da cidade, elas vivem menos de 50 anos e podem florescer três vezes por ano", diz Keller. "As maiores vítimas do estresse são as quaresmeiras que se encontram isoladas nas ruas." Os vilões são o monóxido de carbono, produzido pela queima de combustível dos veículos, e o ozônio.
As plantas estressadas sabem que terão vida mais curta e produzem mais flores para garantir mais sementes e mais "descendentes". A floração é a forma de perpetuação da espécie. Nas quaresmeiras, as mais velhas vão ficando cada vez mais exuberantes.
A falta de adubação, o pequeno espaço para crescer e expandir suas raízes e as podas drásticas também apressam a morte das quaresmeiras. A floração depende muito de fatores ambientais, - diz a bióloga Célia de Assis."
Ocorre naturalmente na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, sobretudo na floresta pluvial da encosta atlântica.Na mata original, a quaresmeira floresce duas vezes por ano -a outra florada, menos intensa, acontece em setembro/outubro- e na mata original chega a viver de 60 a 70 anos. "Com o estresse da cidade, elas vivem menos de 50 anos e podem florescer três vezes por ano", diz Keller. "As maiores vítimas do estresse são as quaresmeiras que se encontram isoladas nas ruas." Os vilões são o monóxido de carbono, produzido pela queima de combustível dos veículos, e o ozônio.
As plantas estressadas sabem que terão vida mais curta e produzem mais flores para garantir mais sementes e mais "descendentes". A floração é a forma de perpetuação da espécie. Nas quaresmeiras, as mais velhas vão ficando cada vez mais exuberantes.
A falta de adubação, o pequeno espaço para crescer e expandir suas raízes e as podas drásticas também apressam a morte das quaresmeiras. A floração depende muito de fatores ambientais, - diz a bióloga Célia de Assis."
Fotos: Maria Pia [Diamantina - MG].






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