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Ave João Bobo no Cerrado

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João-Bobo, o pássaro que finge de morto

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João-Bobo, não há diferença física entre o macho e a fêmea - fotografia de Paula Sanson
A máscara na cabeça é marcante para observadores
  • Reino: Animalia 
  •  Filo: Chordata : 
  • Aves Ordem: Galbuliforme 
  • Família: Bucconidae 
  • Gênero: Nystalu
  • Espécie: N. chacuru
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O João-Bobo (Nystalus chacuru) é uma ave galbuliforme da família dos buconídeos, encontrada do norte do Brasil ao nordeste da Argentina com grande ocorrência no Cerrado do Centro Oeste, também conhecida por dormião, joão-tolo e apara-bala.
 Mede cerca de 18 centímetros. A cabeça é grande em relação ao corpo, com os tons negros e cinza amarronzados fazem forte contraste as áreas brancas ao redor do olho e bico, de cor avermelhada.

João-Bobo caçou  uma largato para  a refeição do dia - fotografia de Beltrando Campos
Permanece imóvel durante longo tempo, mudando de vez em quando apenas de lado e virando a cabeça mostrando que tudo observa, não é "bobo" como dizem, apenas confia no seu mimetismo .
Quando é apanhado vivo finge de morto para fugir inesperadamente. O seu voo é rápido e horizontal, percorre apenas distâncias curtas. Vivem periodicamente em pequenos grupos que constituem aparentemente em famílias; pernoitam pousados em galhos, encostando um no outro.
Alimentam-se de insetos e pequenos vertebrados, como lagartos, pererecas e pequenos mamíferos. Apanham suas presas esperando por sua passagem a partir de um poleiro nas galhadas dos cerrados, borda de cerradão e mata ou dando pequenos voos para capturá-los, em ida e volta. 

Joâo-Bobo construindo o ninho num barranco- fotografia de Vinicius Pontello
O casal faz o ninho no solo escavando em barrancos naturais, beiras de estradas, e em cupinzeiros sujando o bico, pés e pernas, o que altera um tanto seu colorido natural. Perfura uma galeria de cerca de 40 cm no fim da qual escava ampla panela, onde são depositados alguns gravetos e talos de folhas secas onde a fêmea põe de 2 a 3 ovos e o período de incubação é de 19 a 21 dias. A entrada dos ninhos é camuflada pela vegetação ao redor e pelo hábito de espalharem a terra vinda da escavação. Na entrada da galeria, geralmente de formato ovalado como um buraco de lagarto, é possível ver o rebaixamento produzido pelos pés das aves ao entrarem e saírem dos ninhos.

Familia  de João-Bobo - um adulto e dois filhores que ainda não possuem coloração vermelha nos bicos-fotografia de Claudio Girotto
Família
Não há diferenças físicas entre o macho e a fêmea, o casal reveza-se para cuidar do ninho. O João-Bobo canta harmoniosamente, mas de uma forma dissimulada, bem fina, bem baixa - como se fosse o barulho de morcegos. Sua música quase só é percebida pela fêmea.
Macho e fêmea (podem cantar) respondendo-se mutualmente. Chamam atenção, pois não param de cantar mesmo à noite. 
 Ouça seu canto
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Fotografias de :Paula Sanson, Beltrando Campos, Vinicius Pontello, Claudio Girotto
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 Você conhece o Urutau? É um pássaro também é chamado de ave-fantasma que passa o dia inteiro imóvel nos galhos ou num mourão de cerca e consegue obter uma camuflagem impressionante de acordo com o local onde ele pousa. Vai lá e veja sua completa imobilidade.

Clique na imagem e chega até ele. 
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Urutau - uma ave singular

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URUTAU, o pássaro feérico

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  • O urutau (Nyctibius griseus), pássaro que em tupi-guarani significa ave-fantasma, durante o dia permanece totalmente imóvel sobre um tronco, um galho ou um mourão de cerca. À noite, faz ecoar um canto melancólico, parecido com um lamento humano.
  • Mede cerca de 37 cm de comprimento, 80 cm de envergadura e pesa entre 160 e 200 g (macho).
  • Vive em bordas de florestas, campos com árvores e cerrados e é encontrado da Costa Rica à Argentina.
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Existem cinco espécies de urutau no Brasil - a mais comum é a (Nyctibius griseus) que em tupi-guarani significa ave-fantasma, é um pássaro solitário e de hábitos noturnos que dificilmente se deixa ver. O urutau habita na região norte e nordeste da Argentina, nas matas do Paraguai, no Norte do Uruguai e do Brasil, onde lhe são atribuídos vários nomes: Jurutaui na região amazônica; Ibijouguaçú entre os Tupis e Mãe-da-Lua entre os mineiros. Estas designações correspondem a diversas regiões linguísticas: à dos tupis e guaranis e à do idioma quichua.

Urutau ave-fantasma, durante o dia permanece totalmente imóvel sobre um tronco
Pousado na ponta de um galho seco, fitando a lua e estremecendo a calada da noite, emite um canto bruxuleante que mais parece um lamento humano. Tem uma cabeça chata, olhos grandes e muito vivos, a boca rasgada de tal forma que os seus ângulos alcançam a região posterior dos olhos. A sua cor parda em tons de canela com riscas transversais e escuras permite-lhe adaptar-se perfeitamente ao galho da árvore, passando completamente despercebida. Este seu disfarce associado a uma perfeita imobilidade protegem-na dos seus predadores e permitem-lhe caçar as suas presas (besouros e borboletas) com uma grande facilidade.

O urutau vai contra tudo o que conhecemos como uma ave normal. Passa o dia inteiro imóvel, pousado em um galho ou um mourão de cerca. Sua silhueta e suas cores são merecedoras do título de ave mais camuflada do mundo. As vezes é difícil dizer onde começa a ave e acaba o galho.

Seus enormes olhos laranjas que o ajudam a enxergar no escuro da noite seriam uma falha em seu disfarce não fosse pelas pálpebras que os recobrem com um detalhe interessante- há uma pequena prega nas pálpebras, permitindo que a ave enxergue mesmo de olhos quase que inteiramente fechados.
Apesar de não pertencer a família das corujas muitas vezes é confundido com elas. Possui olhos grandes e desproporcionais ao tamanho da cabeça larga e achatada. À noite, quando iluminados por uma lanterna, os olhos refletem uma luz avermelhada, visível a grande distância. A boca, enorme, é parecida com a de um sapo cururu. Essa aparência assustadora é usada como arma para afastar a maioria dos predadores.

Durante o dia, eles fecham as pálpebras para esconder os olhos grandes, mas deixam uma "fresta" por onde consegue vigiar as redondezas. Assim, ele consegue se defender de qualquer estranho que se aproxime dele. Além dos olhos grandes, o bico e a boca do urutau merecem um comentário à parte: essa espécie possui o menor bico, mas a maior boca (seria a mesma coisa que ter uma boca de sapo com um bico de andorinha)

Ouça seu canto que só é ouvido a noite e lembra uma flauta doce

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Urutau chocando o ovo
Chocando o ovo

Reproduz-se nos meses quentes, botando apenas um ovo,que é chocado pelo macho. O ovo tem aspecto camuflado, sobre uma concavidade em um galho.
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As mães e os filhotes

Não há construção de ninho e o filhote permanece sob as asas da mãe até seu tamanho atrapalhar o disfarce. A mãe passa se empoleirar em outro galho, próximo ao filhote, até que este aprenda a caçar sozinho.


A Lenda do Urutau


O povo o chama também de mãe-da-lua. Seu grito é, provavelmente o mais pavoroso de quantos se conhecem no mundo das aves.
Sobre a lenda ler Aqui


“Urutau que tristeza a tua, 
por querer, por amar a lua...
 Urutau quanta gente existe,
 como tu que também é triste... 
Urutau chorou, chorou...”

Fotos: Pedro C.Lima, Maicon Moh, Rogério Flori , Marina - outras: imagens Google
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Você conhece o pássaro João-bobo que de bobo não tem nada? Ele tem uma cabeça enorme, desproporcional ao corpo, possui um bico grande e forte para comer suas presas e além de tudo é bem esperto quando se finge de morto para escapar dos seus inimigos. Vai lá que ele te espera na maior calma.

Clique na sua cabeça e chegue até lá.
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