
Mas as formas mais comuns de "disposição" dos cadáveres variam mesmo de acordo com as disponibilidades, credos etc. São elas o enterramento no solo ou em gavetas e a incineração.
Cemitérios em áreas urbanas e os impactos ambientais provocados
Poucos imaginam, mas os mortos são capazes de se tornar perigosos poluentes. É que o processo de decomposição de um corpo, que ao todo leva em média dois anos e meio, dá origem a um líquido chamado necrochorume. Este composto é eliminado durante o primeiro ano após o sepultamento. Trata-se de um escoamento viscoso, com a coloração acinzentada que com a chuva pode atingir o aquífero freático, ou seja, a água subterrânea de pequena profundidade. O geólogo e professor da Universidade São Judas Tadeu, de São Paulo, Lezíro Marques Silva , que há quase 30 anos dedica-se a pesquisas sobre o tema, verificou a situação em 600 cemitérios do País e constatou que cerca de 75% deles poluem o meio ambiente".
Cada vez mais se reconhece a importância do meio ambiente, a necessidade de não se desperdiçar água, não poluir, enfim, de preservar a natureza. No entanto, poucos estudos existem com relação aos impactos que os cemitérios podem causar ao meio ambiente.
Esse é um assunto que sempre gera controvérsias porque há uma peculiaridade dos cemitérios em relação a outras atividades urbanas potencialmente impactantes; é que o sepultamento tem conotações culturais e religiosas diversas e devem ser respeitadas. A presença de cemitérios nas imediações ou interior das cidades podem também gerar impactos psicológicos e físicos.
Os impactos psicológicos podem ser o medo da morte e outras superstições que afastam as pessoas de residirem em locais próximos aos cemitérios.

Além disso, é importante considerar que metais pesados, advindo de próteses, materiais das urnas etc. vão dar, também, sua contribuição poluidora, vistos os ácidos orgânicos gerados na decomposição cadavérica e que irão reagir com esses metais, isso tudo sem levar em conta, ainda, os resíduos nucleares advindos das aplicações recebidas pelo ser em vida. Com tudo isso, o solo, que recebe esses ingredientes, de uma forma ou de outra, irá se saturar com eles e apesar de sua capacidade de autodepuração, propiciará que nele se infiltrem tais ingredientes. "Em São Paulo há vetores transmissores da poliomielite e da hepatite e as pessoas que não têm acesso à rede pública de abastecimento e utilizam poços é que são afetadas. Se em São Paulo a situação já é grave, imagine nos cantões do País?" questiona o professor Lezíro Marques Silva.
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Elma, muito oportuna este tua postagem, já que os dois temas estão em destaque hoje, a ecologia e os mortos. Nunca havia imaginado que os cemitérios fossem fontes de poluição, sempre imaginei que o resíduo fosse simplesmente orgânico, muito interessante este estudo. Só não concordo quando diz que quem recebeu radioterapia incorporou substâncias radioativas, pois são os raios X ou gama que atuam sobre o organismo, não há transferência de matéria.
ResponderExcluirParabéns pelo post e benvinda de volta ao Ecological Day.
Um grande beijo.
Oi Elma,
ResponderExcluirBem vinda ao Ecological Day!
Nossa! Não sabia que os cemitérios fossem fonte de poluição! Mto interessante este estudo!
E isso ainda requer estudos pq esbarra em tradições, lendas e costumes que estão arraigados em mtos povos. Esse assunto: morte é um tabu para certos povos!
Mas obrigado pela participação!
bjs
Oi Elma, tudo bem?
ResponderExcluirAchei incrível essa informação, já havia pensado sobre isso mas nunca achei que fosse algo tão grave, não imaginava o grau dos males que podem provocar ou melhor provocam. Vou ler a reportagem do Prof. Lezíro Marques.
Beijos
Paulo Ka
Olá Elma,
ResponderExcluirDe fato, pouca gente pára pra pensar no problema ambiental que é um cemitério. Moro na frente de um, e vou te dizer, além da poluição que com certeza deve causar (é super antigo, e além disso, fica próximo a pontos de recarga do Aquífero Guarani), atrái escorpiões para as casa próximas, devido à massiva presença de baratas, que obviamente, não são controladas.
Enfim, temos que começar a fazer muito barulho para que nossos governantes nos ajudem a pensar em soluções mais limpas para sepultar os cadáveres. Os livros mais modernos de ecologia consideram que a incineração seria a melhor maneira de proteger o lençol freático, embora tenha o problema da liberação de CO2, e principalmente, de vapores de mercúrio (das nossas obturações de antigamente).
Abraços e parabéns pelo seu blog!